“Língua Portuguesa será ensinada em 32 países”

O plano do governo definiu meta para o próximo ano letivo, num plano de expansão do ensino do português.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, pretende que o ensino do português seja integrado no currículo escolar de 32 países, naquele que é um projeto de expansão e consolidação da língua portuguesa.

De acordo com Luís Faro Ramos, presidente do Instituto Camões, a Argélia e a Turquia são dois países em que está em marcha um projeto-piloto para que o português seja ensinado no ensino secundário, acrescentando que outros países estão a ser equacionados. “Cuba também manifestou interesse em poder vir a ter a língua portuguesa como opcional no seu currículo público, temos, desde o ano passado, a Venezuela e falamos também com a Colômbia. Tudo isto são projetos em estudo”, assumiu.” (fonte: Blogue do IILP)

Hiperligação para a notícia completa

“O português está a sobreviver muito mais do que se esperava em Timor”

“O antigo chefe de Estado de Timor-Leste José Ramos-Horta sublinhou a “seriedade” de Portugal quando se optou pelo português como língua oficial no país, notando que a língua evoluiu muito mais do que se esperava.

(…) Ramos-Horta referiu que o português é um dos três pilares da identidade timorense, a par da língua nacional tétum e da religião católica.

O antigo chefe de Estado lembrou que no último ano da missão civilizadora portuguesa apenas 7% dos timorenses falavam o português, mas que essa percentagem é atualmente de 30% dos pouco mais de 1.2 milhões de pessoas.” (fonte: Notícias ao Minuto)

Hiperligação para a notícia completa

Cada vez mais pessoas a aprender língua portuguesa na China

Idioma é mais procurado que francês, italiano e russo em universidade pública de Pequim.

No país do mandarim, idioma com mais de 50 mil caracteres, um número cada vez maior de chineses está aprendendo a língua portuguesa devido ao grande volume de negócios entre Brasil e China. O país asiático é o maior parceiro comercial do mercado brasileiro – no ano passado, as exportações somaram cerca de US$ 60 bilhões e as importações, US$ 35 bilhões.” (fonte: IILP)

Hiperligação para a notícia completa

“UNESCO aprova Dia Mundial da Língua Portuguesa”

“O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio e será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura e exposições.” (fonte: Observador)

Hiperligação para a notícia no Observador

Será a 5 de Maio. “É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO”, destaca Sampaio da Nóvoa.

O Dia Mundial da Língua Portuguesa vai ser comemorado anualmente a 5 de Maio, como já acontece na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, e António Sampaio da Nóvoa aponta o “momento muito importante” para o português.

“É a primeira vez que a UNESCO toma uma decisão destas em relação a uma língua que não é uma das línguas oficiais da UNESCO. Por unanimidade, as pessoas reverem-se na ideia de que é importante um dia mundial da língua portuguesa é muito importante”, afirmou António Sampaio da Nóvoa em declarações à agência Lusa. A decisão foi tomada esta quinta-feira na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), em Paris, na reunião do seu conselho executivo.

Todos os países lusófonos se uniram para introduzir esta proposta, mas receberam o apoio de países como Argentina, Chile, Geórgia, Luxemburgo ou Uruguai, e a proposta foi aprovada por unanimidade. Na proposta apresentada ao conselho executivo, os países lusófonos argumentaram que a língua portuguesa é a mais falada do hemisfério Sul e que foi também a língua da primeira vaga de globalização, deixando palavras e marcas noutras línguas no mundo.

O Dia da Língua Portuguesa será oficialmente assinalado na sede da UNESCO com apresentações musicais, literatura, exposições ou qualquer outra representação cultural e a sua organização ficará a cargo dos países que têm o português como língua oficial. “O 5 de Maio de 2020 vai ser um grande dia na UNESCO e esperamos ocupar durante 15 dias estes corredores com questões relacionadas com a arte, literatura, música e que isso tenha consequências concretas”, disse o embaixador português.” (fonte: Público)

Hiperligação para a notícia completa no Público

“Realisticamente, quantos são os falantes de português no mundo?” de Rodrigo Tavares

“Enquanto alguns países contam o número de soldados ou medem palmos de território, Portugal usa a dimensão global da língua portuguesa como andas para disfarçar a sua altura. Mas quantos são, na realidade, os falantes de português? O número tem variado entre os 270 milhões (Presidente do Instituto Camões, 2019) e os 234 milhões e 220 milhões (sites Ethnologue e Babbel, referências na área).

Estas estatísticas referem-se a falantes nativos, ou seja, à língua de primazia adquirida em primeiro lugar, em ambiente familiar.

Quem tem razão? E é importante ter razão?

Para chegarmos a algumas conclusões, vamos por países.

(…) A riqueza da língua portuguesa não está cristalizada apenas no número de falantes espalhados pelo mundo que lê, escreve e fala nativamente a língua originária de Portugal, mas nos intercâmbios constantes da língua portuguesa com outras linhagens culturais. Cada vez que um japonês usa as palavras “pan” (パン) para pão, “koppu” (コップ) para copo ou “kirisuto” (キリスト) para Cristo, celebra-se um desses intercâmbios. Cada vez que um brasileiro discute “samba” enquanto come “moqueca” com “farofa” assinala-se uma permuta com os idiomas kimbundu e kikongo de Angola. Cada vez que um cabo-verdiano usa as mais de mil palavras de origem árabe presentes na língua portuguesa, relembra uma história quase milenar. E as palavras portuguesas que migraram para o idioma inglês? “Zebra” era originalmente um equídeo selvagem alentejano (“zebro”), descrito em forais de D. Dinis.

Muitas outras línguas, igualmente faladas por milhões de pessoas, como o russo ou o bengali, são historicamente menos permeáveis a contactos externos. São idiomas que cresceram dentro de casa. O português sempre foi uma língua de rua, porosa e moldável, que influenciou e foi influenciada. É uma língua de intercâmbios – cada palavra é um arquivo de uma história e um reservatório de diferentes culturas. Se existem cerca de 254,3 milhões de nativos de português, o número de pessoas atingidas por essas permutas alcança milhares de milhões de pessoas. É aqui que reside a fertilidade e o valor da língua portuguesa.” (fonte: TSF)

Hiperligação para o texto de opinião completo

Homenagem a Evanildo Bechara e a João Malaca Casteleiro

Foi no decorrer da 1ª Reunião do Conselho de ortografia da Língua Portuguesa (COLP) que Evanildo Bechara e João Malaca Casteleiro foram homenageados.

“Os que aqui estamos temos já demasiado clara a consciência da nossa finitude individual e por isso não teremos dificuldade em perceber a felicidade absolutamente extraordinária de podermos contar com a companhia de dois dos grandes obreiros desta mudança de visão e de atitude relativamente à língua portuguesa, os professores Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras, e João Malaca Casteleiro, da Academia das Ciências de Lisboa. Muito obrigada a ambos por terem vindo até aqui para nos acompanhar.

A Evanildo Bechara e a João Malaca Casteleiro devemos muito. Devemos-lhes seguramente o facto de aqui estarmos, hoje ainda mais orgulhosos da língua em que pensamos e comunicamos, desta língua que agora podemos considerar efetivamente língua de todos nós, língua de todos aqueles que escolheram com ela construir e expressar a realidade que os envolve.

Evanildo Bechara e João Malaca Casteleiro dedicaram a esta missão grande parte das suas vidas, das suas forças, da sua energia. Foram trabalhadores incansáveis, comprometidos com o bem comum, generosos, estoicos, resistentes, suportando sacrifícios de ordem pessoal e moral, tantas vezes alvos de incompreensão e menosprezo, até dos seus pares.

Conscientes desta realidade, José Pedro Ferreira, do CELGA-ILTEC, Gladis de Barcellos Almeida, da Universidade Federal de São Carlos, Inês Machungo, da Universidade Eduardo Mondlane, e eu própria, da Universidade de Lisboa e do CELGA-ILTEC, todos nós membros da Equipa Central do VOC, não quisemos perder a oportunidade de dizer a Evanildo Bechara e a João Malaca Casteleiro, que apreciamos muito o seu trabalho e o seu esforço, que admiramos a sua visão e que lhes somos imensamente gratos.

Muito obrigados, Professor Evanildo Bechara!
Muito obrigados, Professor João Malaca Casteleiro!”

Hiperligação IILP

1.ª Reunião Ordinária do Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa (COLP)

O Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), em parceria com a Universidade do Porto, realiza a 1.ª Reunião Ordinária do Conselho de Ortografia da Língua Portuguesa (COLP), nos dias 07 e 08 de outubro de 2019, nas instalações da referida Universidade.

O Conselho é constituído por representantes de todos os Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), nomeados pelos respetivos governos.

A Reunião visa alcançar os seguintes objetivos:

– fundar as bases do COLP: objetivos, metodologia, formas de atuação;

– apreciar o Vocabulário Ortográfico Comum da Língua Portuguesa (VOC): proceder à análise dos resultados e estabelecer desenvolvimentos para o VOC;

– definir áreas de atuação mediata e imediata do COLP.” (fonte: Blogue do IILP)

Hiperligação IILP

Hiperligação Portal do Português da Universidade do Porto

Afonso Reis Cabral vence Prémio José Saramago

“O vencedor da edição do Prémio José Saramago é Afonso Reis Cabral com o romance Pão de Açúcar. Depois do Prémio Leya em 2018, o autor recebe um dos mais importantes prémios literários portugueses.

O autor de O Meu Irmão e de Pão de Açúcar é o mais recente vencedor do Prémio José Saramago. O primeiro romance foi o vencedor do Prémio Leya. Há poucos dias, o autor lançou Leva-me Contigo, uma viagem em Portugal de norte a sul.

Reis Cabral tem 29 anos e recebe um prémio no valor de 25 mil euros pelo romance Pão de Açúcar.” (fonte: Diário de Notícias)

Hiperligação para a notícia completa

“Por que a China aposta na língua portuguesa”

“O ensino da língua portuguesa encontra-se em vertiginosa expansão em universidades chinesas, e o governo de Pequim não tem medido esforços nem investimentos para liderar os estudos sobre a língua de Camões e Machado de Assis na Ásia.

O vetor dessa expansão está em Macau – cidade chinesa que foi domínio português entre 1557 e 1999. Segundo o coordenador do Centro da Língua Portuguesa do Instituto Politécnico de Macau, professor Carlos Ascenso André, a crescente presença da língua em universidades chinesas é fruto de uma estratégia clara de difusão e expansão do português na China. Nos últimos dez anos, o número de universidades chinesas que ensinam português praticamente quadruplicou, passando de seis para 23 instituições. (fonte: BBC)

Hiperligação para a notícia completa