U.Porto Press promove próximos lançamentos a 25 e 26 de outubro

U.Porto Press promove próximos lançamentos a 25 e 26 de outubro

Que Coisa é o Mundo (O Estado Dogmático), Manuel Duarte Baganha. Um Príncipe da Academia e Manuel Duarte Baganha. Um Pensador do Cálculo de Custos, três títulos que se encontram entre as mais recentes novidades editoriais da U.Porto Press, serão apresentados publicamente nos próximos dias 25 e 26 de outubro.


QUE COISA É O MUNDO (O ESTADO DOGMÁTICO)


No dia 25 de outubro será a vez de Que Coisa é o Mundo (O Estado Dogmático). A sessão terá início pelas 16h00 e decorrerá no Auditório da Casa Comum, na Reitoria da Universidade do Porto.

Alexandre Quintanilha – físico, cientista, professor catedrático jubilado do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, fundador e ex-diretor do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto e Deputado à Assembleia da República – foi escolhido para apresentar este título, a mais recente peça de teatro de Manuel João Monte, desta vez em coautoria com Sofia Miguens.

Em Que Coisa é o Mundo (O Estado Dogmático) questiona-se o ser humano, a vida, Deus, a arte, os números e até os vírus…procurando-se respostas definitivas e políticas dogmáticas, em nome do progresso de um país. Mas nem todos estão de acordo. O resultado é uma peça divertida, marcada por bem-humoradas abordagens científico-filosóficas.

Para Manuel João Monte e Sofia Miguens “A peça (…) é uma experimentação sobre a verdade e a dúvida. Para aqueles que trabalham com conhecimento e verdades – como cientistas e filósofos – o relativismo atual, a possibilidade de se defender não importa quais crenças sobranceiramente ignorando provas, é especialmente penoso, pondo a nu, de forma perversa, dificuldades reais do processo de se ir conhecendo o mundo. É verdade que não há verdades absolutas nesse processo. É verdade que vamos sempre conhecendo mais e deixando cair ou aperfeiçoando crenças passadas. Mas significará isso que se pode proclamar não importa o quê em qualquer momento, considerando-se que a verdade está ultrapassada? Será que a verdade perdeu definitivamente o valor e deixou de ser uma virtude intelectual maior?”, questionam os autores na introdução.

Como defende Teresa Lago no prefácio desta obra, “é nas fronteiras entre disciplinas que surgem as questões mais interessantes e os maiores desafios. O mesmo acontece em Que coisa é o Mundo, o resultado de um curioso confronto de ideias entre um químico e uma filósofa, mais interessante ainda, em formato de peça de teatro.”


OS AUTORES

Manuel João Monte  é professor associado do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, onde leciona desde 1980. Jubilado em agosto de 2019, é atualmente professor convidado e coordena o grupo de investigação em Termodinâmica Molecular e Supramolecular do Centro de Investigação em Química da Universidade do Porto, tendo publicado mais de 100 artigos científicos com avaliação por pares. Traduziu as peças de “Ciência-no-Teatro” Oxigénio (2005), de Carl Djerassi e Roald Hoffmann, e Falácia (2011), de Carl Djerassi, publicadas pela Editora da Universidade do Porto. É autor da peça de teatro O Bairro da Tabela Periódica (U.Porto Press, 2019) tendo sido galardoado, em 2021, com o prémio José Mariano Gago da SPA. Em 2020 escreveu a peça Arsenicum, também publicada pela U.Porto Press.


Sofia Miguens
é professora catedrática do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e diretora do Instituto de Filosofia da mesma universidade. É autora de sete livros, o último dos quais Uma leitura da filosofia contemporânea – figuras e movimentos (2019). Coordenou mais de duas dezenas de volumes coletivos em português e inglês, o último dos quais The Logical Alien (Harvard University Press, 2020). É autora de mais de uma centena artigos em inglês, francês e português.


MANUEL DUARTE BAGANHA. UM PRÍNCIPE DA ACADEMIA
MANUEL DUARTE BAGANHA. UM PENSADOR DO CÁLCULO DE CUSTOS

 

Estes dois títulos de homenagem a Manuel Duarte Baganha darão o mote a uma sessão agendada para 26 de outubro, pelas 18h30, na Faculdade de Economia da Universidade do Porto (Edifício principal).

A apresentação das obras ficará a cargo de Pedro Teixeira, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) e diretor do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES).

Manuel Duarte Baganha. Um Príncipe da Academia e Manuel Duarte Baganha. Um Pensador do Cálculo de Custos resultam da iniciativa Figura Eminente da U.Porto 2015, no âmbito da qual a Universidade do Porto homenageou o economista e antigo docente da FEP, não apenas pelo seu percurso académico, mas também cívico. As ações de Manuel Duarte Baganha nestes domínios marcaram um conjunto vasto de pessoas, parte das quais lhe prestaram tributo, sob a forma de testemunho, nestes livros.

O título Manuel Duarte Baganha. Um Príncipe da Academia recorda o homenageado do ponto de vista da sua longa ligação à Faculdade de Economia da Universidade do Porto, primeiro enquanto estudante – Manuel Duarte Baganha frequentou a primeira licenciatura ministrada pela FEP, entre 1953 (ano em que a faculdade foi criada) e 1958 – depois enquanto docente, função que assumiu a partir de 1961 e, ainda, enquanto Presidente do Conselho Diretivo, cargo por si ocupado entre 1985 e 1992.
A leitura desta obra possibilita um melhor conhecimento da figura pública em que se transformou Manuel Duarte Baganha e da sua obra em prol de uma melhor Universidade do Porto, onde foi responsável pela formação de várias gerações de estudantes, bem como em favor da polis. É disto exemplo a Presidência da Assembleia Municipal do Porto, que levou a cabo entre 1990 e 2002.

Segundo defende Maria de Fátima Brandão, organizadora dos dois livros, em Manuel Duarte Baganha. Um Príncipe da Academia, “A eminência de Manuel Duarte Baganha não se deve apenas ao percurso académico e profissional (…), mas releva igualmente de um longo percurso de cidadania ativa em prol do avanço civilizacional, por meio da participação cívica de cariz cultural, social e política.”

Manuel Duarte Baganha. Um Pensador do Cálculo de Custos reúne pela primeira vez um conjunto de dez artigos que o homenageado publicou na Revista de Contabilidade e Comércio, entre 1993 e 2002.
Conforme refere José Manuel Varejão, atual Diretor da FEP, nas primeiras páginas deste livro, a publicação conjunta destes artigos proporciona “uma visão integrada do seu pensamento e da sua obra.”

Os artigos que integram esta edição ilustram o esforço desenvolvido pelo homenageado, ao longo de mais de quatro décadas, para pioneiramente construir um modelo geral de custeio, configurado na sua essência para a laboração industrial, mas suscetível de adaptação a outras atividades.
No cerne desse modelo encontra-se a questão basilar da definição e medida da própria produção (efetiva, normal, máxima), da qual deriva a questão do cálculo e imputação de custos direta e indiretamente incorridos para a obter. É precisamente na imbricação matematicamente modelizada do cálculo da produção e do cálculo e imputação dos correspondentes custos que radica a marca distintiva do modelo de custeio pensado por Manuel Duarte Baganha.

Tal como explica Maria de Fátima Brandão, “Na coletânea de artigos agora organizada encontra-se uma reflexão circunstanciada sobre vários aspectos do cálculo de custos e da sua representação contabilística. Começa-se pela apresentação de conceitos fundamentais de custo. Abordam-se de seguida questões em torno da configuração e da representação contabilística do processo produtivo, salientando-se o caso particular das unidades económicas de pro­dução industrial. Segue-se a explicitação de conceitos de produção relevantes para a expressão contabilística da mesma, a denotar a preocupação primordial do autor com a medida e a representação contabilística da produção para efeito do cálculo de cus­tos. Vem depois a análise, restrita aos casos da mão-de-obra e dos encargos gerais de fabrico, de questões em torno do conhecimento e registo dos consumos de bens e serviços necessários à produção e da correspondente imputação à mesma, a que se junta um exercício de aplicação relativo aos encargos gerais de fabrico. Apresenta-se por fim uma visão integrada das várias componentes do custo, no âmbito de um sistema de custos com especificação relativa ao regime de custos padrões.”


A ORGANIZADORA

Maria de Fátima Brandão licenciou-se em Economia, na FEP, em 1973, onde lecionou disciplinas nas áreas de História Económica e de História do Pensamento Económico e publicou investigação nos domínios da História Económica e Social Portuguesa, do Pensamento Económico Português e do Pensamento Económico Clássico.
A organização dos livros de homenagem a Manuel Duarte Baganha resultou do convite para comissariar a iniciativa Figura Eminente da U.Porto 2015, tendo sido facilitada pelo relacionamento que teve a oportunidade de estabelecer com o homenageado, primeiro como aluna e depois como colega na FEP.

A entrada nestas sessões é livre, mas sujeita a inscrição prévia para o endereço [email protected].

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