Lançamento do livro CAPRICHOS

Lançamento do livro CAPRICHOS

Caprichos. Com textos de Michel Butor é a terceira versão dos Caprichos de Manuel Casimiro – “pinturas interventivas” baseadas nas imagens do célebre pintor espanhol Francisco de Goya –, conforme o próprio autor, também ele pintor, afirma.

Esta novidade editorial da U.Porto Press será a quinta a integrar a sua Coleção Atelier, que acolhe obras de natureza interdisciplinar com um forte componente visual, no cruzamento entre a imagem e a reflexão teórica.

LANÇAMENTO DO LIVRO

A sessão de lançamento de Caprichos. Com textos de Michel Butor está agendada para o próximo sábado, dia 17 de dezembro, pelas 16h00, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, (à Praça Gomes Teixeira).

A sessão contará com intervenções de Bernardo Pinto de Almeida, Professor Catedrático da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, historiador e crítico de arte, Carlos França, filósofo, investigador e crítico de arte, e Sérgio Casas, investigador e docente no Departamento de História de Arte da Universidade de Santiago de Compostela.

A entrada é livre.

SOBRE A OBRA

“Conheci Michel Butor no meu atelier e residência em 1976 ou 77, em Nice (…)”, conta Manuel Casimiro em “Os Caprichos Contemporâneos”, texto incluído nesta obra. “Depois de se ter identificado, revelou-me ter visto algumas das minhas intervenções numa exposição, desejando aprofundar o conhecimento do meu trabalho”. Manuel Casimiro prossegue, explicando que, a partir de então, o poeta, romancista, professor de literatura, ensaísta e crítico de arte, com quem ao longo do tempo estabeleceu “uma sólida amizade”, passou a escrever textos e a comentar os seus trabalhos em alguns dos seus livros, “bem como em catálogos das minhas exposições. Em conjunto fizemos também livros de artista”.

Manuel Casimiro já tinha iniciado as suas “pinturas interventivas” há alguns anos quando Michel Butor escreveu para os Caprichos, “nos finais dos anos noventa, o texto que figura em cada uma das imagens que em parte neste livro se publicam”. Nas suas palavras, o texto de Michel Butor “revela um entendimento esclarecido” da sua obra, sendo também “bem visível a atenção que o escritor dá à obra de Francisco de Goya cujas imagens serviram de suporte às minhas intervenções”.

As suas intervenções nos Caprichos de Goya fazem parte de um conjunto de trabalhos iniciados em 1974, caraterizados por uma “mínima forma ovoidal, vazia de conteúdo, nada para poder ser tudo (…)”.

“O ovoide aparece nas diferentes situações dos Caprichos – como, de resto, em todas as minhas intervenções – como uma espécie de ator abstrato que participa nas histórias contadas por estas imagens”. Manuel Casimiro vai mais longe, apresentando o ovoide com “uma espécie de in­cógnita de um problema que se expõe para ser resolvido por quem vê” (…). O ovoide incita à libertação das ideias preconcebidas e, neste contexto em particular, a repensar a história dos Caprichos de Goya, “tomando-os como ponto de partida”.

“Nas minhas intervenções, não destruo a natureza do objeto; o seu significante; com a minha intervenção apenas pretendo provocar, trazer um pensamento e um entendimento contemporâneos”, afirma Manuel Casimiro.

SOBRE O AUTOR

Manuel Casimiro nasceu em 1941. Viveu largos anos na cidade de Nice, passando por Nova Iorque, Veneza e vários países nórdicos. A sua obra abrange áreas tão diversas como a pintura, a escultura, a fotografia e o cinema. Em 1997, a Fundação de Serralves dedicou-lhe uma exposição retrospetiva. Está representado em coleções de vários museus nacionais e estrangeiros.

 

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