Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra, Sapateiro de Trancoso. De Dom João de Castro

É nesta Paráfrase que, pela primeira vez, se faz uma edição ad hoc de trovas atribuídas ao famigerado sapateiro beirão. O processo inquisitorial em que se sentenciara o silêncio do poeta e a censura dos versos ocorrera já há 62 anos (1541). As trovas escolhidas e comentadas e as notícias, tantas vezes mitificadas, sobre o autor e o texto – as cópias profusas, as leituras generalizadas, os exemplares divergentes, as deturpações, os acrescentos, as manipulações… – fazem com que estejamos perante uma obra fundamental para o estudo do fenómeno bandárrico.

Detalhes do livro:

Título: Paráfrase e Concordância de Algumas Profecias de Bandarra, Sapateiro de Trancoso. De Dom João de Castro
Autor: João Carlos Gonçalves Serafim
Preço: 15€ 13.50€
Ano: agosto, 2018
Edição: 1.ª
Editora: U.Porto Press
Coleção: Letras Portuguesas
Série: Letras portuguesas, 2
ISBN-13: 978-989-746-161-3
Dimensões: 130mm x 180mm x 20mm
Número de páginas: 319
Peso: 361g
Língua: Português
Tipo de Capa: Mole
Categoria: , ,

Descrição

É nesta Paráfrase que, pela primeira vez, se faz uma edição ad hoc de trovas atribuídas ao famigerado sapateiro beirão. O processo inquisitorial em que se sentenciara o silêncio do poeta e a censura dos versos ocorrera já há 62 anos (1541). As trovas escolhidas e comentadas e as notícias, tantas vezes mitificadas, sobre o autor e o texto – as cópias profusas, as leituras generalizadas, os exemplares divergentes, as deturpações, os acrescentos, as manipulações… – fazem com que estejamos perante uma obra fundamental para o estudo do fenómeno bandárrico. João Carlos Serafim, no estudo introdutório, servindo-se de um conhecimento sólido sobre a vida e a obra de D. João Castro, aclara, por um lado, a relação destes textos com aquilo que se pode saber do enigmático prototexto e, por outro, a congeminência e as motivações que levaram a esta outra apropriação das trovas, – em Paris, no final de 1603, na “clandestinidade”… – ao serviço de um sebastianismo latente, ortodoxo, antifilipino com que o autor estava comprometido e que, por estes anos, centrava as suas expectativas no pretenso rei D. Sebastião, aparecido em Veneza no verão de 1598, a sofrer, então, as agruras da previdente justiça espanhola.